quarta-feira, novembro 03, 2004

RE: apjr

 
-----Original Message-----
From: Guilherme L Tosi [mailto:guilherme.tosi@uol.com.br]
Sent: terça-feira, 2 de novembro de 2004 12:36
To: Alimentos90 (alimentos90@yahoogroups.com)
Cc: 'eramos@kerrybrasil.com.br'; 'tosi.7051@blogger.com'
Subject: apjr

The Kills é matador

Ã?LVARO PEREIRA JÃ?NIOR

"Desculpe, perdi meu microfone." � a única frase trocada entre cantora e platéia, em meia hora de show. Minutos antes, pela enésima vez, ela havia derrubado o microfone. O equipamento nem caiu tão longe assim.
Se ela olhasse para o chão, à esquerda, o encontraria. Mas sabe-se lá em qual galáxia está a cantora. Para ela, a peça mergulhou em alguma fenda inacessível do espaço-tempo. Pediu desculpas ao público usando o microfone de seu parceiro.
São só eles dois e a platéia. A cantora é alta, morena, esconde o rosto o tempo todo atrás de longos cabelos negros. Já ele canta e toca guitarra. Ou melhor, não canta, urra. E não toca guitarra do jeito que a gente conhece. As notas saem do instrumento como espasmos sem rumo. Ele é baixo e usa o cabelo em tigela. Parece Mark E. Smith, da lendária banda The Fall, 30 anos mais novo.
Estamos em um show da dupla anglo-americana The Kills, que simplificou ainda mais a fórmula dos White Stripes. Se os WS têm só um homem, Jack, na guitarra, e uma mocinha, Meg, na bateria, os Kills precisam de ainda menos.
Ele, que usa o sensacional nome artístico Hotel, faz guitarra e vocais. Ela, VV, praticamente só canta. Toca guitarra em poucas canções. Máquinas substituem baixo e bateria.
O guitarrista e a cantora são, tudo indica, marido e mulher. Há uma brutal tensão sexual entre os dois. Os microfones (pelo menos enquanto um não desaparece) ficam de frente um para o outro. Hotel e VV cantam se olhando nos olhos, de lado para a platéia.
A música é blues/rock reduzida ao mínimo. Na última canção, VV se joga no chão, separa levemente as pernas, está entregue aos golpes de guitarra de Hotel, que toca ajoelhado no espaço onde as pernas se abriram.
Depois da última nota, ele se levanta bruscamente. Ela demora um pouco, agarra Hotel pela parte da frente das calças, como se quisesse mais. Acabou.
As 4.000 pessoas presentes à Brixton Academy, em Londres, lançam aplausos protocolares. O público, majoritariamente adolescente, estava lá para ver a banda de encerramento. Mas o que veio depois é uma história para as próximas semanas.
Por hoje, ficamos com The Kills. E pode acreditar: basta.



�lvaro Pereira Júnior, 41, é editor-chefe do "Fantástico" em São Paulo
E-mail: cby2k@uol.com.br

CD PLAYER

PLAY - The Kills ao vivo

"Escuta Aqui" já tinha elogiado os discos. Ao vivo é ainda melhor. Para os buscadores internéticos: o show foi em Londres, dia 28 de outubro passado. Procure já.

PLAY - Jandek ao vivo
Parem as máquinas! O ermitão maluco Jandek apareceu e tocou ao vivo, em Glasgow, (Escócia)! Não sei se foi bom. Mas ele ter aparecido em público já é histórico, incrível.

PLAY - Shows no Brasil
Nesta semana tem PJ Harvey, Primal Scream, Libertines e Kraftwerk. São Paulo e Rio - um pouco menos - vão ser Londres por alguns dias. Aproveite, não existe nada como rock ao vivo.

quinta-feira, outubro 21, 2004

Hey Boy!


Irmaos!

Era minha primeira vez!
E logo em um estadio????!!!!!
Interessante chegar e saber que nao existia mais ingressos para pista. E
que ela estava tomada por gente!
Como e possivel uma dupla de amigos lotarem um estadio?
Nao ha banda. o som nao e o que costumavamos ouvir 10, 15 anos atras. Mas o
fato e que o estadio estava cheio. Ao menos o gramado. 30, 40 mil pessoas?

Chemical Brothers. Isso tudo ai escrito acima se explica quando o som
comeca. Ate mesmo nos shows de rock mais animados nao se ve tanta gente se
divertindo junta! Tao animada!
O som ajudou. Estava legal. Nem muito alto nem muito baixo. E
principalmente com qualidade.

A parafernalia eletronica produz um resultado surpreendente. No setlist
musica da coletanea lancada este ano.

A palavra que me vem a mente durante o show (seia esse o termo?) foi
tecnologia. Dizem que a tecnologia e perigosa por nos tornar mais
sucetiveis ao abismo causado pela frustracao. Eu entendo que ela nos
liberta! Imagine tudo isso que esta representado nesta geracao que veio ao
pacaembu ha 10 anos atras....ficaria sem sentido! Viva entao a geracao
digital. A geracao internet! Fantastico!

Hey Boy! Hey Girl!!!! the Bothers gonna work it out!!!



Star Guitar Posted by Hello

segunda-feira, setembro 20, 2004


Los Tres Amigos (em Maringá) Posted by Hello

Mais uma...... Posted by Hello

Lucio, recordar é viver.....e saudade não tem idade!!!! Posted by Hello

quinta-feira, setembro 16, 2004

apjr

ESCUTA AQUI

Ninguém merece
Ã?LVARO PEREIRA JÃ?NIOR

Breve lista de fatos e coisas musicais que ninguém merece.
1) Um festival bacana chegar ao Brasil cobrando R$ 80 de
entrada (pouco menos de um terço do salário mínimo). Seria o
mesmo que um festival nos EUA custar US$ 500 por dia (mais ou
menos um terço do salário mínimo de lá, que fica por volta de
US$ 1.500).
2) Discos legais serem "lançados" no Brasil, com os jornais
noticiando, mas, na prática, loja nenhuma ter os
tais "lançamentos".
3) Músicos de bandas de rock veteranas lançarem discos solo
de MPB (e fazerem finalmente o tipo de som que gostam de
verdade).
4) Arnaldo Baptista, dos Mutantes, ficar 20 anos sem gravar -
isso no mesmo país que deu ao mundo, de presente, os
Tribalistas.
5) No Brasil, electro ser tratado como gênero musical de
vanguarda.
6) Uma canção de sucesso -da ala "séria" da MPB- trazer os
seguintes versos: "Futebol sem bola/ Piupiu sem Frajola/ Sou
eu assim sem você".
7) Prêmios musicais em que as mesmas pessoas ganham todo ano,
trocam elogios e admitem mais um ou outro artista jovem, bem-
comportado e reverente, na panelinha dos que mandam na
cultura popular brasileira.
8) Poder contar nos dedos as estações de rádio bacanas do
país (em qualquer gênero musical).
9) Críticas musicais que você lê, lê e não consegue entender
(e sai com a impressão de que o cara não gostou do disco, mas
não está a fim de arrumar confusão e por isso soltou um texto
ininteligível de propósito).
10) Alguém lamentar que axé, pagode e sertanejo vilipendiaram
a MPB de qualidade e que "bom mesmo era antigamente".
11) Metal melódico.
12) A existência da Björk.
13) A existência da cantora dos Distillers, Brody Dalle.
14) O fato de a PJ Harvey não aparecer para tomar chope todo
dia na padaria aqui ao lado de casa.
15) Um clone de Los Hermanos em cada barzinho.
16) Dois clones de Charlie Brown Jr. em cada esquina.
17) Três clones de Racionais em cada quebrada.


--------------------------------------------------------------
------------------
�lvaro Pereira Júnior, 41, é editor-chefe do "Fantástico" em
São Paulo E-mail: cby2k@uol.com.br

CD PLAYER

PLAY - "Por um Fio",
Drauzio Varella
Se você quer aprender a observar e a escrever sobre o que vê
e sente, leia esse livro, com atenção, uma, duas vezes. Não é
difícil. � sobre a morte. Boa viagem. Não se esqueça de
voltar.

PLAY - Prêmios para o
Franz Ferdinand
Já escrevi muita bobagem na vida, mas nenhuma maior do que
ter torcido o nariz para o primeiro álbum do Franz Ferdinand.
Agora, esses escoceses estão papando muitos prêmios. São
inovadores, merecem.

EJECT - "Baiana da Gema", Simone
Esse "eject" vai muito além da análise música por música. �
algo maior, é o conceito em si: esse é um disco de Simone com
Ivan Lins. Ninguém merece


__________________________________________________________________________
Acabe com aquelas janelinhas que pulam na sua tela.
AntiPop-up UOL - � grátis!
http://antipopup.uol.com.br/


quinta-feira, setembro 09, 2004

apjr

ESCUTA AQUI

Uma rádio dos sonhos
Ã?LVARO PEREIRA JÃ?NIOR

Trocando uma idéia com "Escuta Aqui", uma lendária figura do
rock do Brasil fala de dezenas de assuntos, o principal deles
a lastimável situação da música nas rádios brasileiras.
Não quero apresentar soluções prontas (se as tivesse,
compraria uma rádio e ganharia rios de dinheiro), mas vale a
pena citar pontos da conversa. Afinal, como seria uma rádio
superbacana?
Como todo mundo sabe, 99,99% do que toca no seu rádio, hoje,
é jabá. Ou seja: as gravadoras pagam para que as estações
bombem as faixas "de trabalho" o dia inteiro. Durante
séculos, fingia-se que o jabá não existia. Todo mundo
ganhava, ninguém assumia. Hoje, fala-se mais abertamente,
embora não haja lei sobre o assunto.
Pois então: na rádio superbacana, pode ou não rolar jabá?
Será que, para provar que está longe dos trambiques, essa
emissora deveria chutar o balde, tocando só o que desse na
telha dos programadores?
"Escuta Aqui" e o roqueiro nacional estão de acordo: não dá
para transformar a programação em algo aleatório, que não
repete músicas só para provar independência.
� preciso ter alguma sistematização, algo a que o ouvinte se
acostume. Exemplo dessa linha "independente, porém com rumo"
é a sempre elogiada Indie 103, de Los Angeles
(www.indie1031fm.com). A linha-mestra é a seguinte: tocar só
as melhores faixas de cada disco. E que discos são esses?
Basicamente, os dos nomes "indie" que estão bem no momento,
mais clássicos alternativos dos anos 80 e 90.
A Indie 103 não torra a paciência apresentando uma mesmo
música 80 vezes. Mas também não embarca na piração total de
vasculhar o arquivo e tocar, no horário nobre, a faixa 15 de
um grupo de rock progressivo siciliano dos anos 70.
Mas, e o jabá? O que fazer com ele no Brasil? Buscar a pureza
total, ficando longe disso, ou aceitar a bagunça completa de
hoje?
De novo, será que não seria possível um meio termo? Alguma
regulamentação clara que explicitasse números e porcentagens,
que não deixasse dúvidas sobre quanto e para quem é preciso
pagar para que uma música toque? Ou será melhor manter a
hipocrisia atual, situação de fato que não encontra respaldo
no papel?



--------------------------------------------------------------
------------------
�lvaro Pereira Júnior, 41, é editor-chefe do "Fantástico" em
São Paulo E-mail: cby2k@uol.com.br

CD PLAYER

PLAY - "Coração Envenenado", Dee Dee Ramone
Sonhos, sucesso, dinheiro, drogas, paranóia, morte. A linha
do tempo, tantas vezes repetida na história do rock, aparece
com clareza brutal nessa autobiografia de Dee Dee (1952-
2002), baixista dos Ramones. Leia e tente dormir.

PLAY - "Y Control", Yeah Yeah Yeahs
Aos poucos, descobrem-se pérolas em meio ao irregular
álbum "Fever to Tell" (2203), dos Yeah Yeahs Yeahs. Nessa "Y
Control", a vocalista Karen O mostra seu principal dote:
imitar o timbre e as inflexões da überdeusa Chrissie Hynde.

PAUSE - "Girls", Prodigy
Essa é a primeira música do álbum novo do Prodigy que toca em
rádios espertas mundo afora. Bacana, mas não há como não
pensar que o planeta talvez não precise mais do Prodigy,
grande banda que hoje soa cada vez mais datada.


__________________________________________________________________________
Acabe com aquelas janelinhas que pulam na sua tela.
AntiPop-up UOL - � grátis!
http://antipopup.uol.com.br/


quarta-feira, setembro 08, 2004

apjr

ESCUTA AQUI

Uma rádio dos sonhos
Ã?LVARO PEREIRA JÃ?NIOR

Trocando uma idéia com "Escuta Aqui", uma lendária figura do
rock do Brasil fala de dezenas de assuntos, o principal deles
a lastimável situação da música nas rádios brasileiras.
Não quero apresentar soluções prontas (se as tivesse,
compraria uma rádio e ganharia rios de dinheiro), mas vale a
pena citar pontos da conversa. Afinal, como seria uma rádio
superbacana?
Como todo mundo sabe, 99,99% do que toca no seu rádio, hoje,
é jabá. Ou seja: as gravadoras pagam para que as estações
bombem as faixas "de trabalho" o dia inteiro. Durante
séculos, fingia-se que o jabá não existia. Todo mundo
ganhava, ninguém assumia. Hoje, fala-se mais abertamente,
embora não haja lei sobre o assunto.
Pois então: na rádio superbacana, pode ou não rolar jabá?
Será que, para provar que está longe dos trambiques, essa
emissora deveria chutar o balde, tocando só o que desse na
telha dos programadores?
"Escuta Aqui" e o roqueiro nacional estão de acordo: não dá
para transformar a programação em algo aleatório, que não
repete músicas só para provar independência.
� preciso ter alguma sistematização, algo a que o ouvinte se
acostume. Exemplo dessa linha "independente, porém com rumo"
é a sempre elogiada Indie 103, de Los Angeles
(www.indie1031fm.com). A linha-mestra é a seguinte: tocar só
as melhores faixas de cada disco. E que discos são esses?
Basicamente, os dos nomes "indie" que estão bem no momento,
mais clássicos alternativos dos anos 80 e 90.
A Indie 103 não torra a paciência apresentando uma mesmo
música 80 vezes. Mas também não embarca na piração total de
vasculhar o arquivo e tocar, no horário nobre, a faixa 15 de
um grupo de rock progressivo siciliano dos anos 70.
Mas, e o jabá? O que fazer com ele no Brasil? Buscar a pureza
total, ficando longe disso, ou aceitar a bagunça completa de
hoje?
De novo, será que não seria possível um meio termo? Alguma
regulamentação clara que explicitasse números e porcentagens,
que não deixasse dúvidas sobre quanto e para quem é preciso
pagar para que uma música toque? Ou será melhor manter a
hipocrisia atual, situação de fato que não encontra respaldo
no papel?



--------------------------------------------------------------
------------------
�lvaro Pereira Júnior, 41, é editor-chefe do "Fantástico" em
São Paulo E-mail: cby2k@uol.com.br

CD PLAYER

PLAY - "Coração Envenenado", Dee Dee Ramone
Sonhos, sucesso, dinheiro, drogas, paranóia, morte. A linha
do tempo, tantas vezes repetida na história do rock, aparece
com clareza brutal nessa autobiografia de Dee Dee (1952-
2002), baixista dos Ramones. Leia e tente dormir.

PLAY - "Y Control", Yeah Yeah Yeahs
Aos poucos, descobrem-se pérolas em meio ao irregular
álbum "Fever to Tell" (2203), dos Yeah Yeahs Yeahs. Nessa "Y
Control", a vocalista Karen O mostra seu principal dote:
imitar o timbre e as inflexões da überdeusa Chrissie Hynde.

PAUSE - "Girls", Prodigy
Essa é a primeira música do álbum novo do Prodigy que toca em
rádios espertas mundo afora. Bacana, mas não há como não
pensar que o planeta talvez não precise mais do Prodigy,
grande banda que hoje soa cada vez mais datada.


__________________________________________________________________________
Acabe com aquelas janelinhas que pulam na sua tela.
AntiPop-up UOL - � grátis!
http://antipopup.uol.com.br/


segunda-feira, agosto 30, 2004

apjr

ESCUTA AQUI

A Olimpíada e o rock
Ã?LVARO PEREIRA JÃ?NIOR

Quando você estiver lendo esta coluna, a Olimpíada já terá
acabado. Se muita coisa deu certo, o Brasil, a duras pe- nas,
se segurou entre os 20 países com mais medalhas.
Tantos e tantos atletas brazucas que a gente julgava serem
grandes nomes de nível mundial, capazes de disputar primeiras
colocações, acabaram lá em quadragésimo lugar, desmaiando
durante as provas, vomitando, muitas vezes desistindo antes
do final.
As medalhas, poucas e raras, não refletem em nada a situação
do esporte no país. São casos isolados, de gente que treina
sem patrocínio ou apoio oficial. Heróis, anomalias
estatísticas.
Muito bem, já gastamos três parágrafos falando dos Jogos
Olímpicos e você deve estar se perguntando: aonde esse cara
quer chegar, o que isso tudo tem a ver com rock?
Pois tem muito a ver com o rock brasileiro. Nossas bandas
locais, sejam as de sucesso, sejam aquelas que ainda batalham
no mundo "indie", raramente têm gás para fazer sucesso fora
daqui.
Assim como a grande maioria de nossos atletas olímpicos, os
roqueiros do Brasil têm fôlego restrito. E não por causa de
alguma competência inata, vocação genética ao fracasso. O
rock brasileiro tem alcance apenas local por causa de um
único fator: isolamento.
Os grandes shows do circuito mundial não passam por aqui.
Jovem brasileiro não cresce vendo, ao vivo, grandes bandas de
projeção mundial. E pior: equipamentos e instrumentos custam
uma fábula, completamente fora da realidade dos minguados
salários pagos em nosso país.
� a mesma coisa com os atletas. Há poucos torneios
importantes acontecendo por aqui, viajar o mundo custa caro e
acontece raramente. Na hora da Olimpíada, os adversários
todos se conhecem de outras competições, mas os nossos
brasileiros caem de gaiatos na roubada.
Imagino que nem todas as bandas brasileiras sejam horríveis,
assim como vários de nosso atletas tenham grande potencial.
Mas sucesso paroquial não enche a barriga de ninguém.
Então, quando alguém vier com aquele papo de que as bandas do
Brasil estão na vanguarda da música planetária, que chegou a
hora do rock brazuca, que nós estamos revolucionando a música
jovem da Terra, pode ficar de pé atrás. Olhe para o quadro de
medalhas dos Jogos de Atenas. � lá que está a verdade.


--------------------------------------------------------------
------------------
�lvaro Pereira Júnior, 41, é editor-chefe do "Fantástico" em
São Paulo
E-mail: cby2k@uol.com.br

CD PLAYER

PLAY - A volta do Helmet
O leitor Carlos Eduardo Igaz avisa que uma das bandas mais
importantes dos anos 90, o violento e cerebral Helmet, está
de volta. Mais informações: www.helmetmusic.com.

PAUSE - Franz Ferdinand em clima de jazz
São dois lados b: "Better in Hoboken" e "Forty Feet", em que
a banda vem intimista, quase acústica, "jazzy". Bacana, mas
FF é melhor do jeito que é de verdade: animado.

EJECT - Crise do Trail of Dead
Fechou o tempo para uma das bandas prediletas de "Escuta
Aqui", a violenta e desmiolada ...And You'll Know Us by the
Trail of Dead. O baixista caiu fora. Calma, rapazes!


__________________________________________________________________________
Acabe com aquelas janelinhas que pulam na sua tela.
AntiPop-up UOL - � grátis!
http://antipopup.uol.com.br/


sexta-feira, agosto 20, 2004

MUSICA

Bandas tocam no V Festival, na Inglaterra, que tera nos proximos dias
Madonna, 50 Cent, Morrissey e White Stripes

Strokes e Pixies abrem "maratona rock"
LUCIO RIBEIRO
ENVIADO ESPECIAL A LONDRES

E para ingles ver e enjoar. De Madonna a Donnas. Do megaconhecido Morrissey
ao megadesconhecido Sons and Daughters. Do espalhafatoso Darkness as
recatadas garotas do 5.6.7.8's, que, tirando os japoneses, so quem assistiu
a "Kill Bill" conhece. A esse caldo, junte Strokes, Pixies, Franz
Ferdinand, Green Day, 50 Cent, Libertines, Dido, Pink, The Killers, White
Stripes, o rap e a eletronica.
Mais de 400 nomes que falam alto a musica jovem recente e nao tao recente,
dos mais estelares aos mais underground, se apresentam nos proximos dias em
Londres e arredores, em dois supereventos badalados, um festival novo, em
lugares gigantes como o Wembley Arena ou nos varios clubinhos da capital
inglesa.
Amanha e domingo, cerca de 70 mil pessoas pegam o caminho do Hylands Park,
area verde encravada na cidadezinha de Chelmsford (55 km a nordeste de
Londres). O endereco e o do V Festival, o anual evento bancado pelo
conglomerado Virgin.
Esta edicao de 2004 apresenta no domingo um interessante encontro de dois
gigantes do rock independente americano, cada um a seu tempo. Os Strokes
fecham o palco principal do evento ja dando mostra de seu novo disco, o
terceiro, que esta sendo gravado em Nova York. A banda, que chacoalhou o
novo rock em 2001, (ainda) esta cotada para tocar no Brasil ainda neste
ano.
Logo antes dos Strokes entra em cena a reformada banda Pixies, seminal
banda da virada dos 80 para os 90 que depois de decada separada
protagonizou a volta a ativa mais celebrada dos ultimos tempos. A
celebracao do encontro de Strokes e Pixies fez a edicao do V ter seus
ingressos esgotados meses antes do evento.
Na mesma hora de Pixies e Strokes, o Massive Attack e a banda Starsailor
vao puxar o palco secundario, enquanto Primal Scream e Groove Armada
comandam a arena de eletronica.
Os artistas principais da primeira noite do V 2004, amanha, sao os
popularissimos (por la) Dido e Muse, no palco principal, e os meninos do
Kings of Leon.
Quando Pixies e Strokes estiverem guardando suas guitarras para deixarem
Chelmsford, neste domingo, a cantora Madonna vai estar recolhendo todos os
seus figurinos depois de apresentacao em Londres, na primeira de sua
residencia de quatro noites no colossal Wembley Arena.
A Re-Invention Tour 2004, que comecou em maio em Los Angeles, e a primeira
turne de Madonna em tres anos, e Londres respira Madonna nas ruas, revistas
e jornais. Mas, ainda assim, nenhuma das quatro noites esta esgotada.
A mesma cidade que abriga Madonna vai ter, ainda na semana que entra, shows
de todos os tipos e tamanhos, como o da sensacao The Killers (Las Vegas), o
dos veteranissimos MC5, herois do rock alternativo americano, alem de Bloc
Party, Futureheads e The Cribs, bandas da falada novissima geracao da
musica britanica.
Ate que chega o outro final de semana. E a coisa complica de vez. Na sexta,
dia 27, comeca o espetacular Reading Festival, cujo slogan e "talvez o
principal encontro de publico jovem, grande atmosfera e boas bandas de rock
do planeta". Em tres dias entram em acao cerca de 140 atracoes. Tudo
espalhado em uma fazenda no meio da cidade universitaria de Reading, que
fica a 40 minutos de trem de Londres, mais ou menos.
O festival deste ano e encabecado, em seu palco principal, pelo gigante
Darkness e pelo Offspring (na sexta), pela excelente linha formada na
sequencia por Franz Ferdinand, Libertines, Morrissey e White Stripes
(sabado) e Green Day e 50 Cent fechando o domingo e o festival em si.
O que reune mais expectativa e o line-up do sabado, que termina com a volta
ao Reino Unido do meteorico grupo escoces Franz Ferdinand, depois de uma
bem-sucedida turne por Australia, Japao e EUA; tem o Libertines, pronto
para explodir com o ja badalado segundo disco "The Libertines", que nem foi
lancado ainda; o sempre respeitado Morrissey; e o White Stripes, que fara
seu ultimo show do ano.
Da enorme lista de atracoes do Reading 2004, 50 Cent (Chimera Hip Hop), LCD
Soundsystem (Sonar Brasil), 2 ManyDJs/Soulwax, Kinky e Dizzee Rascal (Tim
Festival) e MC5 (Goiania Noise) tem o Brasil em sua agenda futura de shows.
Paralelamente ao Reading, mas em Londres mesmo, e no mesmo final de semana
do feriado bancario, os famosos jardins vitorianos de Kings Cross recebem
em oito palcos ao ar livre outra carga de cem atracoes da nova musica.
O Cross Central Festival, armado pela primeira vez, reune badalados DJs
como Derrick Carter, Erol Alkan e Mark Farina, novos grupos como British
Sea Power e The Others e os modernosos LCD Soundsystem, Chicks on Speed,
Ladytron e Soul II Soul, que vem ao Brasil para ser destaque no Brasilia
Music Festival - Electronic, em setembro.



segunda-feira, agosto 16, 2004

ESCUTA AQUI

O massacre das crianças
Ã?LVARO PEREIRA JÃ?NIOR

Numa ilha deserta do arquipélago japonês, 42 adolescentes têm
de cumprir uma ordem do governo: matarem-se uns aos outros.
Eles estão lá contra a vontade. Foram drogados, dormiram e,
ao acordar, viram-se dentro desse pesadelo sem escapatória: a
Battle Royale, uma batalha sangrenta e real, que só acaba
quando resta um único sobrevivente.
O cenário é um Japão neofascista, com desemprego alto e
desprezo dos jovens por todo tipo de autoridade. Nas escolas,
professores são maltratados, humilhados. Quando os alunos se
dignam a aparecer.
Num ato extremo para moralizar o país, o governo edita o Ato
Institucional da Batalha Real. Segundo essa lei -represália
extrema ao afrontoso comportamento juvenil-, todo ano um
grupo de estudantes é escolhido ao acaso para participar da
Batalha Real. Não importa se entre eles há grandes amigos,
namorados, companheiros. Na BR, só existe um vencedor.
Ao chegar à ilha, cada jovem ganha uma arma: pode ser uma
pistola, um fuzil, uma metralhadora, uma foice. Mas também há
quem receba um par de binóculos, uma tampa de panela, um
localizador eletrônico tipo GPS.
A essas alturas, o leitor mais ligado em cinema e bizarrices
asiáticas já percebeu que estamos falando do filme "Battle
Royale" (2000), continuamente citado pelo diretor americano
Quentin Tarantino como principal influência na criação dos
dois "Kill Bill". A adoração é tanta que Tarantino
dedicou "Kill Bill" ao diretor de "Battle Royale", Kinji
Fukasako (1930-2003).
Fukasako, que tinha 70 anos ao filmar "BR", leva a violência
a níveis inimagináveis. Há de tudo: suicídios, garotos
fuzilando os melhores amigos, menininhas cuspindo sangue e
uma cabeça decepada com um granada na boca. Mas são cenas de
tal modo incorporadas à narrativa, e o roteiro é tão
envolvente, que não há nada gratuito ou repugnante.
Nenhum tabu fica em pé nessa obra de arte genial e
devastadora, que no Japão passou em grande circuito comercial
e chegou a número um nas bilheterias (nos EUA, ninguém teve
coragem de lançar).
Pesquise na internet, não deixe de ver.


--------------------------------------------------------------
------------------
�lvaro Pereira Júnior, 41, é editor-chefe do "Fantástico" em
São Paulo
E-mail: cby2k@uol.com.br

CD PLAYER

PLAY - "Fever", Pink Grease
Seis ingleses que fazem a banda Franz Ferdinand parecer um
bando de feios, sujos e malvados. "Fever" é a faixa disco
punk mais gay e irresistível- do ano!

PLAY - "The End of the World", Cure
Quem diria que, depois de décadas de estrada, os tiozinhos do
Cure viriam com uma música tão moderna e, ao mesmo tempo,
100% Cure? Viva o produtor Ross Robinson!

EJECT - "Escuta Aqui"
Há 15 dias, pedi que os leitores explicassem por que acham
legal a banda inglesa Libertines. Prometi publicar a melhor
resposta, mas furei. Semana que vem rola.


__________________________________________________________________________
Acabe com aquelas janelinhas que pulam na sua tela.
AntiPop-up UOL - � grátis!
http://antipopup.uol.com.br/


quarta-feira, agosto 11, 2004

Iignorance is Bliss

Nao e massa aquele tipo de pessoa que teve condicoes de estudar, fez
faculdade e tudo mais, porem nao consegue sair do circuito novela das oito,
raul Gil, Tribalistas?

Que coisa deprimente a falta de consciencia em procurar entender a situacao
na qual nosso brilhante pais esta inserido. Temos gente aos borbotoes
cultuando bandas que copiam ate o osso coisas de fora, e ninguem nem
imagina que isso acontece. Temos também os genios da musica popular produzindo em
um nivel sofrivel e todo mundo babando ovo.

A informacao simplesmente nao chega, nao circula! E note, estamos falando
de uma epoca na qual a internet e ferramenta diaria dos elementos supra
citados.

E triste, muito triste. "Sou Brasileiro e gosto das coisas feitas aqui,
mesmo que sejam um lixo." Quer dizer neguinho nem tem nocao que a coisa nao
presta, pois nao tem referencia para comparacao.

Puta falta de senso critico. E isso na minha opiniao contribui para a
continuidade da mediocridade reinante.

Repetindo: estou falando de gente que fez faculdade de primeira linha. Tem
acesso a informacao, etc.

Abre os olhos mane!!

E olha que tem muita gente com muitissimo menos condicoes que e antenado e
consegue furar o bloqueio imposto pelo "homem" (como diria Black Jack).

A coisa é extensa. Mais pitacos em breve!





Massari, forastieri,Orozco, e mais a galera do garagem destruindo Caê! Posted by Hello

Não deixa de ser emocionante a galera toda empenhada e diminuir a quantidade de lixo no mundo! Posted by Hello

Resultado da destruição! Posted by Hello

Paulão, agora na versão Ana Maria Unplugged detona Caê Posted by Hello

Até o Massari entrou na dança! Posted by Hello

Trovão dando uma forcinha! Posted by Hello

Trovão arregaça Caê! Posted by Hello